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Ato público marca o Dia de combate à Mortalidade Materna

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nesta quinta (27) e sexta-feira (28), integrantes do movimento de mulheres de Pernambuco realizarão atos públicos para reivindicar políticas e ações de enfrentamento à mortalidade materna. Nesta quinta-feira, a ação será na Assembleia Legislativa de Pernambuco, às 9h. O objetivo é protestar e alertar a população e os deputados sobre as mudanças no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), a aprovação do Estatuto do Nascituro e a instalação da CPI do aborto, medidas que impactam em uma das principais causas de morte materna no Brasil e em Pernambuco, o aborto inseguro.

Durante o ato, os deputados receberão um documento solicitando a implementação de ações que visem a melhoria da assistência médica para as mulheres. Na sexta, o ato será em Vitória de Santo Antão, onde as mulheres denunciam a falta de qualidade na assistência obstétrica.

As ações fazem parte das atividades do Dia Mundial da Saúde da Mulher e de Combate à Mortalidade Materna (28 de maio), e são impulsionadas pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco, com apoio das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro e Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). “Nós queremos que os deputados se comprometam a implementar medidas que garantam os direitos das mulheres para que possamos barrar essas ameaças à democracia e à cidadania. Além disso, também iremos alertar a população sobre os projetos que estão tramitando nas comissões do Congresso Nacional e a implicação desses na vida de nós mulheres”, ressalta a coordenadora do Fórum, Janaiky Pereira.

Na sexta-feira (28), às 14h, haverá passeata em frente a Câmara de Vereadores de Vitória de Santo Antão. A ONG Cidadania Feminina também estará participando da passeata. As mulheres desse município reclamam da falta de assistência médica para mulheres durante o pré-natal e na hora do parto. A cidade realiza mais de 10 mil partos por ano, estando atrás apenas do Recife. No entanto, a taxa de cesáreas (73%) está muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, 98% dos atendimentos, segundo dados do Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna, acontecem nos 60 leitos de clínicas conveniadas, enquanto que o Hospital João Murilo está atendendo abaixo da sua capacidade. Superlotação e baixa qualidade do atendimento às gestantes são relatados com frequência.

Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – O Brasil tem até 2015 para reduzir em 75% o número de mortes maternas no país, no entanto, o acordo internacional mediado pela Organização das Nações Unidas e intitulado Objetivos de Desenvolvimento do Milênio terá dificuldades em ser concretizado. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes maternas caiu 50% entre 2000 e 2007, mas as taxas continuam altas no Norte e Nordeste. Em Pernambuco, Maranhão, Piauí, Alagoas, Paraíba e Bahia os índices cresceram.

Comemoração dos 8 anos da Cidadania Feminina

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Neste sábado (15) a Cidadania Feminina estará em festa. Para marcar mais um ano de vida a ONG realiza um debate junto à comunidade sobre os direitos humanos das trabalhadoras domésticas, com a participação do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, e para fechar a noite uma apresentação musical. O evento começa às 19h.

As comemorações não param, durante a semana a equipe da Rádio Comunitária da Cidadania Feminina apresenta uma programação especial, com uma hora de duração, irá abordar as bandeiras de lutas que a ONG vêm trabalhando nestes 8 anos de sua fundação.

História - A Cidadania Feminina atua na comunidade do Córrego do Euclides, no Recife. A entidade iniciou suas atividades com reuniões nos quintais das casas da localidade, estratégia para chegar mais perto das mulheres e discutir temas do cotidiano feminino. Atualmente, a organização tem como objetivos principais o enfrentamento da violência e a valorização da identidade racial. Além dessas atividades, desenvolve ações voltadas para a alfabetização, possui uma biblioteca que beneficia também às crianças e adolescentes, projetos voltados para a autonomia econômica das mulheres (uma cooperativa para a produção e comercialização de alimentos), oficinas sobre direitos humanos e de fala pública feminina.

50 anos da pílula anticoncepcional é tema de debate nesta terça-feira

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nesta terça-feira (04) a Cidadania Feminina realiza uma roda de diálogo sobre os 50 anos da pílula anticoncepcional, a partir das 15h, na sede da instituição. Para contribuir com a discussão a Cidadania recebe a Secretária Especial da Mulher da Prefeitura do Recife, Rejane Pereira, e uma representante do Fórum de Mulheres de Pernambuco.

Os pesquisadores que desenvolveram o medicamento buscavam um anticoncepcional seguro, barato e que pudesse ser engolido facilmente. Com certeza não imaginavam o sucesso que a pílula alcançaria. Hoje, o comprimido que permitiu à mulher decidir quando engravidar e causou uma revolução nos costumes sociais e sexuais da época é um método contraceptivo usado por cerca de 100 milhões de mulheres ao redor do mundo. Em 1960 a taxa nacional era de 6 filhos por mulher, e hoje chega a 2 filhos.

Apesar das cinco décadas de existência, os desafios ainda são muitos, é comum existirem dúvidas sobre o uso correto do contraceptivo. Para o movimento feminista está é uma bandeira que ainda enfrenta grandes obstáculos, e que envolve os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

História - A primeira marca de pílula anticoncepcional, batizada de Enovid, ganhou as prateleiras das farmácias americanas em 1957, mas com uma função bem mais prosaica do que evitar a gravidez: era vendida como um regulador da menstruação. Antes que a farmacêutica Searle & Company obtivesse a aprovação das autoridades de saúde para comercializar o Enovid como contraceptivo – o que só ocorreu em maio de 1960 – cerca de 500 mil americanas já faziam uso do medicamento, certamente cientes de suas propriedades anticoncepcionais.

Aborto: Maioria dos projetos sobre direitos reprodutivos da mulher representa retrocesso, afirma socióloga

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em uma sociedade democrática é normal que grupos contrários à legalização do aborto promovam manifestações em defesa de suas opiniões, assim como têm feito os grupos feministas favoráveis aos direitos reprodutivos da mulher. Essa é a opinião da socióloga Natália Mori, membro da diretoria do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) sobre a terceira edição da Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, que ocorre hoje (30) em Brasília.

Segundo a socióloga, nos últimos anos, o aborto tem se tornado cada vez mais presente em discussões públicas. Para ela, iniciativas de grupos que defendem a legalização têm crescido, o que faz surgirem posicionamentos dos movimentos com opiniões contrárias. “Isso é normal, afinal essa é uma sociedade democrática.”

Hoje o Cfemea monitora cerca de 40 proposições legislativas relacionadas aos diretos reprodutivos da mulher, desde propostas que incentivam o planejamento familiar a projetos que visam a impedir o direito de escolha da mulher em situações de gravidez indesejada. “A onda conservadora que cresce faz com que a maior parte desses projetos seja no sentido de retroagir no que se refere aos direitos reprodutivos das mulheres brasileiras”, diz Natália Mori.

Além da conscientização sobre medidas de prevenção à gravidez, outro objetivo das mobilizações a favor do aborto é diminuir os números de mortalidade materna no país, de acordo com a socióloga.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a mortalidade materna atinge cerca de 2 mil mulheres anualmente. Um dos principais motivos para essas mortes é o aborto inseguro e clandestino, principalmente entre jovens em situação de pobreza.

Pesquisa realizada em 2008 pela Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela que, por ano, as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) recebem aproximadamente 220 mil mulheres com complicações decorrentes de abortos espontâneos ou intencionais.

“Mulheres que têm recursos vão ter as maiores chances de adquirir medicamentos, de ir para uma clínica. As mulheres pobres vão ser as mais vitimadas, são as que vão morrer de hemorragia. Nós também defendemos a vida já existente, que é a vida das mulheres”, ressalta a socióloga.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres discutem direitos sexuais em Recife

sábado, 15 de agosto de 2009

O Ponto de Mídia Livre Cidadania Feminina promoveu nos dias 13 e 14 de agosto, o Curso Mídia Advocacy de Direitos Sexuais para mulheres lésbicas. A ação ocorreu na Madalena, das 9h às 17h, em parceria com o Fórum de Mulheres de Pernambuco.

Estava em debate, a liberdade de orientação sexual, direitos humanos, as relações de gênero e a importância da liderança feminina. A proposta conta, ainda, com um treinamento de mídia para as participantes, empoderando as mulheres e fortalecendo a sua fala pública. O projeto também tem o apoio do Ministério da Cultura e Ashoka Empreendedores Sociais.