Posts com a Tag ‘Racismo’

Barack Obama foi confundido com manobrista e seguido por seguranças

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quando sou apresentado às pessoas, elas às vezes citam um trecho do discurso que fiz na Convenção Nacional Democrata de 2004 que pareceu causar comoção: “Não existem os Estados Unidos dos negros, os Estados Unidos dos brancos, os Estados Unidos dos descendentes de latinos ou os Estados Unidos dos descendentes de asiáticos – existem apenas os Estados Unidos da América”.

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Agenda Lilás – Agosto/Setembro 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mulheres Negras e o Mundo do Trabalho
No último sábado (29), o programa TV no Parque exibiu o documentário “Mulheres Negras e o Mundo do Trabalho”. O vídeo é uma Realização do Grupo Cidadania Feminina, conta com o apoio do Fundo Ângela Borba e tem a produção realizada pela Mídia Lunar e pelo Ventilador Cultural. Durante os 19 minutos do audiovisual, mulheres de seis comunidades do Recife falam sobre como sobrevivem financeiramente numa sociedade racista.

Apitaço – Mulheres enfrentando a Violência
Desde o dia 03 de setembro, o Cidadania Feminina deu início ao projeto Apitaço – Mulheres enfrentando a violência com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres na comunidade do Alto do Capitão, Recife, com a participação de 25 mulheres.

O Grito das Excluídas
Neste dia 07 de setembro, aconteceu o café da manhã das mulheres para integração à marcha do Grito das Excluídas e Excluídos, no Centro do Recife.

Oficina sobre Lei Maria da Penha
Hoje, dia 08, será realizada uma oficina sobre a Lei Maria da Penha na comunidade da UR-10, no Ibura, também integrando uma ação do projeto Apitaço.

Ainda neste mês!
Cidadania Feminina realizará o projeto Mulher escuta Mulher, com o apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Mais novidades em breve, aguardem!

Negras têm salário menor e menos acesso ao mercado de trabalho

domingo, 16 de agosto de 2009

A discriminação com a mulher negra no mercado de trabalho é visível quando se analisam dados como o salário e o número de vagas ocupadas por elas.

O salário médio da mulher negra com emprego formal, por exemplo, é menos da metade do que o salário de um homem branco. De acordo com a Relação Anual de Informação Social (Rais), do Ministério do Trabalho, a mulher negra ganha, em média, R$ 790 e o salário do homem branco chega a R$ 1.671,00 – mais que o dobro.

No número de empregos, a discriminação também é estampada pelos números. São 498.521 empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas e 11,9 milhões de homens brancos.

A situação dessas mulheres foi um dos temas do 1º Seminário Nacional de Empoderamento das Mulheres Negras, que termina hoje (15), em Brasília.

Segundo a presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos, Creuza Maria Oliveira, que participa do evento, essas trabalhadoras estão em situação ainda pior porque, apesar de terem emprego, não conseguem fazer cumprir as poucas leis que as protegem. “Como o ambiente em que elas trabalham é privado, não há como ter fiscalização para verificar as condições do local e como trabalham”, explica.

Esses direitos começam a ser desrespeitados, segundo ela, no primeiro momento, quando os patrões têm que assinar a carteira. “A carteira assinada foi a primeira conquista que nós alcançamos, há 36 anos. No Brasil, há mais de 8 milhões de trabalhadoras domésticas, mas apenas 2 milhões tem carteira assinada. Mesmo assim, há empregadores que assinam mas não que contribuem com a Previdência”, diz Creuza. A violência sexual e o assédio moral são outras das violações que se seguem segundo ela.

A falta de espaço para as mulheres negras na vida política também foi tema do seminário. Para a reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Aurina Oliveira Santana, a capacidade de ter o poder de decisão da mulher negra na sociedade passa por duas questões. “A primeira delas é a formação política. Precisamos que as mulheres marquem presença nos seus partidos sim. E precisamos afirmar nossos espaços”, defende.

Para isso, na opinião de Aurina, é preciso oferecer mais formação às negras. “A formação é a base para que essas mulheres possam se empregar e o resgatar sua auto estima. Precisamos ter uma elevação de escolaridade”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Notícia retirada do JC Online