Posts com a Tag ‘Pernambuco’

Comemoração dos 8 anos da Cidadania Feminina

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Neste sábado (15) a Cidadania Feminina estará em festa. Para marcar mais um ano de vida a ONG realiza um debate junto à comunidade sobre os direitos humanos das trabalhadoras domésticas, com a participação do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, e para fechar a noite uma apresentação musical. O evento começa às 19h.

As comemorações não param, durante a semana a equipe da Rádio Comunitária da Cidadania Feminina apresenta uma programação especial, com uma hora de duração, irá abordar as bandeiras de lutas que a ONG vêm trabalhando nestes 8 anos de sua fundação.

História - A Cidadania Feminina atua na comunidade do Córrego do Euclides, no Recife. A entidade iniciou suas atividades com reuniões nos quintais das casas da localidade, estratégia para chegar mais perto das mulheres e discutir temas do cotidiano feminino. Atualmente, a organização tem como objetivos principais o enfrentamento da violência e a valorização da identidade racial. Além dessas atividades, desenvolve ações voltadas para a alfabetização, possui uma biblioteca que beneficia também às crianças e adolescentes, projetos voltados para a autonomia econômica das mulheres (uma cooperativa para a produção e comercialização de alimentos), oficinas sobre direitos humanos e de fala pública feminina.

Agenda Lilás – Dezembro 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

04.12 – Confraternização das mães do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PET). Uma vez por mês cerca de 54 mulheres da comunidade se encontram na sede da Cidadania Feminina para discutir sobre o Programa e as problemáticas na comunidade. A confraternização acontece na sede da Cidadania Feminina, às 14h.

05.12 – A Cidadania Feminina realiza um Bazar com o intuito de arrecadar fundos para que a instituição continue com suas ações na comunidade do Córrego do Euclides. Para realizar o bazar a ONG recebe doações como roupas, sapatos, acessórios, livros, objetos de decoração e de cozinha. As doações podem ser entregues na sede da instituição, Rua Amoz, nº 120, Córrego do Euclides|Alto José Bonifácio, em Recife. Informações: (81) 3268.9582 ou pelo e-mail: contato@cidadaniafeminina.org.br. O Bazar acontece das 10h às 17h, na sede da Cidadania Feminina.

08 à 10.12- O projeto Mulher escuta Mulher: Pelo Fim da Violência será apresentado em São Paulo, no Encontro realizado pelo Fundo Brasil de Direitos humanos com as organizações que receberam apoio em 2009.

14 à 17.12 – Em Brasília acontece a Conferência Nacional de Comunicação. A Cidadania Feminina participou da etapa Regional e Estadual, e estará representada pela coordenadora Rejane Pereira na Nacional. Propostas do movimento de mulheres e do movimento negro foram asseguradas e serão discutidas na última etapa.

18.12 – Encontro das mulheres da Cidadania Feminina. Este é o momento das mulheres que fazem o dia-a-dia da instituição de estarem mais próximas. Um dia de lazer para colocar as conversas em dia, e se divertirem. O encontro começa às 8h em uma granja no município de Igarassu.

19.12 – Confraternização da Cidadania Feminina. As mulheres que acompanham o trabalho da Cidadania Feminina estão convidadas a participar deste momento. Neste dia haverá um Bingo com diversos prêmios, e quem quiser pode contribuir com a doação de produtos. A confraternização começa às 19h, na sede da instituição.

Campanha “Mulher escuta Mulher: Pelo Fim da Violência”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Acolhimento de mulheres em situação de violência será realizada ao lado da Delegacia da Mulher
 
Para marcar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, a ONG Cidadania Feminina, lança na próxima quarta-feira (11), a campanha “Mulher escuta Mulher: Pelo fim da violência”, que tem como objetivo sensibilizar a sociedade civil e os órgãos públicos que atendem a mulher em situação de violência, da importância do acolhimento, do conhecimento e da aplicabilidade da Lei Maria da Penha. Por três dias será montada uma tenda ao lado da Delegacia Especializada da Mulher do Recife, em Santo Amaro. A tenda tem como propósito à acolhida dessas mulheres enquanto aguardam serem atendidas.
 
Existem na sociedade diversos estímulos a denuncia da violência contra a mulher, que na maioria das vezes, depois de um difícil processo de fortalecimento ou encorajamento chega até uma Delegacia ou serviço de saúde e passa por um processo de vitimização dupla, uma pelo agressor e a outra pela violência institucional. Para a organização, a idéia desta campanha é mostrar que a violência institucional existe como a demora no atendimento e tantos outros empecilhos nos serviços à mulher em situação de violência. Além disso, sensibilizar as mulheres sobre a importância da denuncia, e mostrar que elas não estão sozinhas. No final do mês a tenda será na Delegacia Especializada da Mulher, de Prazeres.
 
Dados - O Estado de Pernambuco possui os maiores índices de mulheres assassinadas do país, por ano cerca de 300 mulheres são assassinadas no estado vítimas de, em 95% dos casos, agressões do próprio marido e pessoas próximas. Nos últimos cinco anos faleceram cerca de 2.143, segundo revela a pesquisa Caracterização dos Homicídios de Mulheres 2002-2008, do observatório da violência do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia. No mês de janeiro/ 2009, 30 mulheres foram assassinadas no estado (quase um mulher por dia), segundo dados da Secretaria de Defesa Social do Estado. Salientando que em sua maioria são mulheres pobre, negras, jovens e de baixa escolaridade.
 
Serviço:
Campanha Mulher escuta Mulher: Pelo Fim da Violência
Datas: 11 a 13 de novembro
Hora: 8h às 17h
Local: Delegacia Especializada da Mulher do Recife, em Santo Amaro.

Manifestação em defesa do aborto

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Representantes de movimentos sociais e feministas realizaram manifestação em defesa da legalização do aborto, ontem pela manhã, na esquina da Rua Sete de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife. Durante o protesto, o grupo de teatro Loucas da Pedra Lilás interpretou a discriminação que as mulheres sofrem desde a Idade Média. No local, houve panfletagem e recolhimento de assinaturas para serem entregues à Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. O ato marcou o Dia de Luta pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe.

De acordo com a coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Joana Santos, a intenção do ato foi incentivar o debate sobre a legalização do aborto. “Milhares de mulheres morrem todos os anos por se submeterem a abortos clandestinos. É preciso respeitar a decisão da mulher de querer ou não ser mãe”, disse.

(mais…)

Excomunhão imposta por Dom José é desaprovada

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Seis meses após episódio, pesquisa mostra que 86% dos católicos foram contra o ato do ex-arcebispo de Olinda e Recife, que excomungou médicos e mãe de menina que abortou após sofrer abuso sexual.

SÃO PAULO – Seis meses depois de uma menina de 9 anos ser excomungada em Pernambuco por ter abortado os gêmeos que esperava do companheiro de sua mãe, que abusava da garota, uma pesquisa do Ibope encomendada pela ONG Católicas pelo Direito de Decidir mostra que 86% dos católicos discordam da decisão tomada pelo então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho. Na ocasião, ele excomungou a equipe médica e a mãe da criança.

O caso reacendeu uma velha polêmica no País. Embora médicos considerassem que a menina corria risco de morrer, o que tornou necessário o aborto, o arcebispo condenou a decisão argumentando tratar-se de um crime contra a vida humana. Inédita, a pesquisa que investigou a opinião dos brasileiros sobre os temas relacionados à Igreja Católica revelou ainda que 78% dos católicos declararam que a excomunhão de mulheres que recorrerem ao aborto não contribui para diminuir essa prática.

“Essa pesquisa mostra a grande defasagem que existe entre a realidade da maioria dos católicos e as normas oficiais da hierarquia da Igreja”, avalia a coordenadora da ONG, Maria José Rosado, que defende o aborto em qualquer circunstância. “As mulheres abortam não porque são contra a vida, mas porque são responsáveis pela vida. A pesquisa confirma o que já se sabia: as mulheres confiam na sua capacidade moral para tomar decisões éticas”.

Ainda sobre o caso da menina de Alagoinha, em Pernambuco, a pesquisa indicou que 86% dos católicos concordam com a afirmação feita, à época, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para quem “a lei é clara e garante o aborto, pois foi resultado de estupro e a menina corria risco de vida”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de julho com 2002 pessoas em 142 municípios. O estudo também aponta que 71% dos católicos avaliam que a atitude do arcebispo, ao tentar imepdir a realização do aborto da menina estuprada, e ainda condená-la moralmente diante da opinião pública, “foi considerada uma violência”.

“É uma criança que vivia um sofrimento enorme, vem de um estrato social de pobreza, convivendo com o abuso do companheiro de sua mãe. Quando depois disso tudo essa menina ainda é criticada moralmente, o que sobra para ela?”, indagou Maria José, que participa amanhã de eventos comemorativos ao dia a favor da luta pela discriminalização do aborto em toda a América Latina.

O estudo avaliou também o efeito da posição do Vaticano a respeito da decisão tomada pelo ex-arcebispo do Recife. Na ocasião, o Vaticano se pronunciou: “Antes de pensar na excomunhão, era necessário e urgente proteger a vida inocente da menina. Não era preciso tanta urgência e publicidadce ao declarar um fato que se realiza de maneira automática”.

Outro ponto analisado pela pesquisa foi o acordo firmado entre o Estado e a Igreja Católica, aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto último. Pelo acordo, por exemplo, a Igreja Católica compromete-se a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde e prisionais. O Estado brasileiro, por sua vez, reconhece à Igreja o direito de constituir e administrar seminários e outros institutos eclesiásticos de formação e cultura, criar e modificar instituições eclesiásticas como dioceses, prelazias.

A pesquisa mostra que 78% dos brasileiros são contrários ao acordo entre o governo e a Santa Sé. Desse universo, 46% pensam que o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião e 32% avaliam que esse tipo de acordo desrespeita os brasileiros de outras religiões.