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50 anos da pílula anticoncepcional é tema de debate nesta terça-feira

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nesta terça-feira (04) a Cidadania Feminina realiza uma roda de diálogo sobre os 50 anos da pílula anticoncepcional, a partir das 15h, na sede da instituição. Para contribuir com a discussão a Cidadania recebe a Secretária Especial da Mulher da Prefeitura do Recife, Rejane Pereira, e uma representante do Fórum de Mulheres de Pernambuco.

Os pesquisadores que desenvolveram o medicamento buscavam um anticoncepcional seguro, barato e que pudesse ser engolido facilmente. Com certeza não imaginavam o sucesso que a pílula alcançaria. Hoje, o comprimido que permitiu à mulher decidir quando engravidar e causou uma revolução nos costumes sociais e sexuais da época é um método contraceptivo usado por cerca de 100 milhões de mulheres ao redor do mundo. Em 1960 a taxa nacional era de 6 filhos por mulher, e hoje chega a 2 filhos.

Apesar das cinco décadas de existência, os desafios ainda são muitos, é comum existirem dúvidas sobre o uso correto do contraceptivo. Para o movimento feminista está é uma bandeira que ainda enfrenta grandes obstáculos, e que envolve os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

História - A primeira marca de pílula anticoncepcional, batizada de Enovid, ganhou as prateleiras das farmácias americanas em 1957, mas com uma função bem mais prosaica do que evitar a gravidez: era vendida como um regulador da menstruação. Antes que a farmacêutica Searle & Company obtivesse a aprovação das autoridades de saúde para comercializar o Enovid como contraceptivo – o que só ocorreu em maio de 1960 – cerca de 500 mil americanas já faziam uso do medicamento, certamente cientes de suas propriedades anticoncepcionais.

Seminário Mulheres Enfrentando a Violência

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Após mais uma mulher assassinada pelo companheiro em PE a ONG Cidadania Feminina debate sobre o tema
 
Hoje (22) a ONG Cidadania Feminina realiza o Seminário Enfrentando a Violência. Na ocasião a ONG apresentará os resultados da experiência do Apitaço pelo Fim da Violência Contra as Mulheres nas comunidades do Recife. O evento começa às 14h, no Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE),em Santo Amaro.
Durante a tarde, haverá apresentação de vídeo com depoimentos das mulheres que participaram do Apitaço, que só este ano chegou a 200 participantes. Durante o ano as mulheres também realizaram visitas à Delegacia da Mulher em Santo Amaro e no Centro de Referência Clarice Lispector.  De acordo com as realizadoras a ação passou a inibir os agressores nas comunidades e fortaleceu os grupos de mulheres como referência em suas comunidades no combate à violência.
O Apitaço é uma ação que utiliza o apito para inibir o agressor e fortalecer a mulher em situação de violência. Em 2009 a experiência alcançou mais oito comunidades do Recife, entre eles o Ibura, Campo Grande, Sitio dos Pintos. Em cinco anos da ação já é uma realidade de grupos de mulheres em Passarinho, Córrego do Ouro, Bomba do Hemetério, Boqueirão, Alto de Fátima, entre outros. “A Cidadania Feminina construiu o Apitaço no lugar onde as mulheres estão independentes do nacionalismo ou regionalismo, nós acreditamos que esta ação vem contribuir com o fortalecimento de mulheres organizadas do continente e do mundo. Vamos apitar até a violência acabar.”, disse Rejane Pereira, coordenadora da instituição.

Dados de Violência – O Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE), com base nos números oficiais apresentados pela Secretaria de Defesa Social (SDS) e cotejados com os dados do portal pebodycount.com, registrou, preliminarmente, que até 22 de novembro deste ano, 291 mulheres foram assassinadas em Pernambuco. Foi revelado o aumento de 6,8% no número de homicídios que vitimou o sexo feminino em Pernambuco quando comparados dados referentes aos períodos de janeiro a outubro dos anos de 2008 e 2009. Ainda de acordo com os dados, pode-se ver que o número de homicídios de mulheres só não apresentou crescimento em 2007, contudo, de 2007 para 2008, o mesmo período apresentou crescimento de 1,9% e continuou a crescer, chegando aos dados ainda mais alarmantes de 2009. 
 
Serviço
Seminário Mulheres Enfrentando a Violência.
Hora: 14h
Local: Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE)
Rua General Semeão, 39 – Santo Amaro, Recife/PE 

Veja abaixo o convite.

Convite

Cidadania Feminina participa do II Fórum Nacional de Mídia Livre

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC) e a organização do II Fórum Nacional de Mídia Livre (FML) convidou a ONG Cidadania Feminina, que será representada pela coordenadora Rejane Pereira, para participar do maior evento brasileiro voltado à reflexão, o aprendizado e a prática da comunicação livre e compartilhada. De 4 a 6 de dezembro o encontro acontece na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), na cidade de Vitória (ES).

A ONG Cidadania Feminina foi um dos 82 Pontos de Mídia Livre premiados no edital nacional para participar do evento. “Para a Cidadania Feminina esse é um momento de troca de experiências com os outros pontos de mídia livre,. Além de poder apresentar o trabalho de comunicação realizado pela Cidadania Feminina, como  a rádio comunitária que tem uma programação voltada para as mulheres, sempre com um olhar voltado para informação e construção de uma rede pelo enfrentamento das desigualdades, em especial as mulheres negras. “, relata Rejane Pereira. E completa “Contribuir também com a luta por uma comunicação mais igualitária, onde o capitalismo e o machismo não continuem sendo o motivador das desigualdades”.

O Fórum tem como principal objetivo constituir a agenda do movimento dos midialivristas para  2010, materializada na Carta de Vitória, que será encaminhada aos representantes da sociedade civil, poder público e empresas que estarão presentes na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que acontece entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Brasília (DF).

Ativistas, artistas, intelectuais, profissionais de comunicação, gestores públicos, empreendedores, estudantes e Pontos de Mídia Livre debaterão uma agenda comum para os realizadores de mídia independente no país, além de maior interação e articulação em rede. Na programação do evento, os Pontos terão alguns momentos de discussão.

Tenda da Campanha Mulher escuta Mulher foi bem recebida pela população

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Para marcar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, a ONG Cidadania Feminina, lançou a campanha “Mulher escuta Mulher: Pelo fim da violência”, que teve como principal objetivo acolher as mulheres vítimas de violência, além de fortalecê-las para realizarem as denúncias. Mostrando para o poder público a importância do conhecimento e da aplicabilidade da Lei Maria da Penha. Por três dias, a tenda ficou em frente à Delegacia Especializada da Mulher do Recife, localizada no Bairro de Santo Amaro.

Algumas mulheres procuraram a tenda, principalmente com a dúvida de ir até a Delegacia, apenas para serem ouvidas e acolhidas. Esse foi o caso da vítima Shirlene Tavares, 27 anos, moradora da comunidade Arthur Lundregem I, em Paulista. Ela vinha sofrendo ameaças do ex-companheiro com quem teve três filhos, o mais velho ficou sob responsabilidade do pai que não o trata bem, conta Shirlene. Ela teve de se ausentar da comunidade onde mora por medo das ameaças do ex-marido. “Sempre fui agredida a ponto de não poder voltar mais para casa, não posso ver meu filho de 9 anos, e isso acaba refletindo nos meus outros filhos que já estão tirando notas baixas na escola. Meu ex- marido não trabalha, se apoia na família e não ajuda meus filhos em nada. Só queria pegar meus filhos e morar em outro Estado”, diz. (mais…)

Campanha “Mulher escuta Mulher: Pelo Fim da Violência”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Acolhimento de mulheres em situação de violência será realizada ao lado da Delegacia da Mulher
 
Para marcar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, a ONG Cidadania Feminina, lança na próxima quarta-feira (11), a campanha “Mulher escuta Mulher: Pelo fim da violência”, que tem como objetivo sensibilizar a sociedade civil e os órgãos públicos que atendem a mulher em situação de violência, da importância do acolhimento, do conhecimento e da aplicabilidade da Lei Maria da Penha. Por três dias será montada uma tenda ao lado da Delegacia Especializada da Mulher do Recife, em Santo Amaro. A tenda tem como propósito à acolhida dessas mulheres enquanto aguardam serem atendidas.
 
Existem na sociedade diversos estímulos a denuncia da violência contra a mulher, que na maioria das vezes, depois de um difícil processo de fortalecimento ou encorajamento chega até uma Delegacia ou serviço de saúde e passa por um processo de vitimização dupla, uma pelo agressor e a outra pela violência institucional. Para a organização, a idéia desta campanha é mostrar que a violência institucional existe como a demora no atendimento e tantos outros empecilhos nos serviços à mulher em situação de violência. Além disso, sensibilizar as mulheres sobre a importância da denuncia, e mostrar que elas não estão sozinhas. No final do mês a tenda será na Delegacia Especializada da Mulher, de Prazeres.
 
Dados - O Estado de Pernambuco possui os maiores índices de mulheres assassinadas do país, por ano cerca de 300 mulheres são assassinadas no estado vítimas de, em 95% dos casos, agressões do próprio marido e pessoas próximas. Nos últimos cinco anos faleceram cerca de 2.143, segundo revela a pesquisa Caracterização dos Homicídios de Mulheres 2002-2008, do observatório da violência do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia. No mês de janeiro/ 2009, 30 mulheres foram assassinadas no estado (quase um mulher por dia), segundo dados da Secretaria de Defesa Social do Estado. Salientando que em sua maioria são mulheres pobre, negras, jovens e de baixa escolaridade.
 
Serviço:
Campanha Mulher escuta Mulher: Pelo Fim da Violência
Datas: 11 a 13 de novembro
Hora: 8h às 17h
Local: Delegacia Especializada da Mulher do Recife, em Santo Amaro.