Posts com a Tag ‘Aborto’

A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada.

sábado, 28 de maio de 2011

O 28 de Maio é o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional contra a morbimortalidade Materna.
É um tema de muita importância para o feminismo porque historicamente o corpo da mulher tem sido um lugar de dominação do patriarcado, dos homens, do Estado e das Igrejas. Todos com mãos de ferro decidindo sobre os nossos destinos.
Nesta data, no mundo inteiro são realizadas ativididades pelas organizações de mulheres para dar visibilidade à luta e chamar a atenção sobre um problema que ainda afeta muitas mulheres.
É um dia de comemorar as conquistas, atualizar o debate e refletir sobre o longo caminho que ainda temos a percorrer.
Por isso hoje é dia de blogagem coletiva das Blogueiras Feministas, que escolheram vários temas no universo da saúde das mulheres e da morbimortalidade materna.

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Texto do Blog Matizes Feministas: http://matizesfeministas.blogspot.com/2011/05/maternidade-deve-ser-uma-decisao-livre.html

Cidadania Feminina promove discussões sobre o aborto na vida das mulheres

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amanhã (17) começa uma série de discussões a respeito do direito das mulheres e ao poder de decisão sobre suas vidas e seus corpos, especialmente sobre a situação do aborto no Brasil. A primeira delas será sobre o “Aborto: uma experiência na vida das mulheres”, ministrada por Joana Santos, educadora da ONG SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia. O encontro começa às 14h, na sede da ONG Cidadania Feminina, no Córrego do Euclides.

A segunda roda de discussão será no dia 24 de fevereiro sobre os direitos reprodutivos, com a presença de Suely Valongueiro, da ONG Grupo Curumim. E por fim, no dia 17 de março, a conversa será sobre a autonomia do corpo das mulheres, com Cristina Nascimento, da ONG Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás. Os encontros fazem parte das atividades do projeto Aborto: e eu com isso? Que em breve lança uma campanha sobre o assunto.

Mulheres no poder não garantem direitos como a descriminalização do aborto

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

(Folha de S.Paulo) Mulheres em posições de poder na América Latina conseguem avanços importantes, como nos direitos dos homossexuais, mas não têm sucesso na descriminalização do aborto. É o que mostra artigo do jornal The New York Times, assinado pela jornalista argentina Matilde Sánchez, editora do “Clarín”, para quem a vitória de Dilma Rousseff coloca a América Latina na linha de frente da representação feminina na política, mas isso ainda não garante conquistas dos direitos das mulheres.

“A eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil gerou uma onda de euforia e colocou a América Latina na linha de frente da representação feminina na política mundial. A onda de mulheres eleitas presidentes vem, na verdade, dos anos 1990: Nicarágua, Chile e Panamá, aos quais se somaram na década seguinte Costa Rica, Chile, Argentina e agora o Brasil. Otimistas dizem que tal ascensão demonstra que as mulheres romperam o ‘teto de vidro’ nesta região, onde o machismo ainda é disseminado.”

Recente pesquisa encomendada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que o Equador lidera, em termos de participação feminina no Parlamento, com mais de 25%, seguido de perto por Costa Rica, Argentina e Peru. No entanto, a ascensão das mulheres não se reflete em todos os setores da sociedade. Embora representem 53% da força de trabalho na América Latina, segundo o BID, poucas ocupam os altos escalões nas empresas e nas finanças, e os salários ainda são bem inferiores aos dos homens.

Matilde Sanchéz aponta que, em outros campos que afetam o bem-estar feminino, como gravidez na adolescência e violência doméstica, a América Latina também está bem atrás. “Uma das questões complicadas que os argentinos ouvem dos turistas que visitam Buenos Aires é por que o aborto só é legal para deficientes vítimas de abusos sexuais ou em gestações de alto risco, se a Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a permitir casamentos homossexuais. O casamento gay foi aprovado em 2010, e exatos seis países da região se preparam para seguir o exemplo. Já a Cidade do México descriminalizou o aborto em 2007. No final de 2008, o então presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, vetou uma lei sobre aborto que havia sido aprovada no Congresso.

Em agosto do ano passado, a Human Rights Watch relatou proporções alarmantes de abortos na Argentina: 4 em cada 10 gestações no país eram interrompidas, uma das maiores taxas na América do Sul, apesar de um novo programa governamental que oferece acesso gratuito ao controle de natalidade. Segundo as pesquisas mais recentes da Human Rights Watch, em média 20% de todas as gestações na América Latina terminam em aborto -dos quais 4,5 milhões são feitos ilegalmente, e a gestante morre em 21% desses casos.

A jornalista argentina lembra que algumas presidentes tentaram liberalizar suas políticas de gênero, mas isso fez delas alvos políticos. “No Chile, Michelle Bachelet enfrentou forte oposição em seus esforços para oferecer gratuitamente a pílula do dia seguinte. Acabou tendo sucesso, em 2009, após quatro anos de luta. No Brasil, Dilma retirou suas declarações em favor do casamento homossexual e da descriminalização do aborto após sofrer duras críticas dos bispos e do papa Bento 16.”

Nem sempre é possível contar com as líderes femininas na busca por políticas para as mulheres, disse Marta Lamas, antropóloga da Universidade Nacional Autônoma do México, que analisa que os governos esquerdistas na região relutam em se voltar contra forças poderosas. “A Igreja Católica transformou sua luta contra o aborto em sua doutrina e bandeira, enquanto está claramente perdendo a batalha contra a homossexualidade.”

“O latino-americano pode estar preparado para ver suas mães como chefes de Estado, mas ainda não está pronto para vê-las como parceiras em pé de igualdade”, escreve a jornalista.

Acesse o artigo na íntegra: Lei de quotas não garante uma agenda feminista, por Matilde Sanchéz (Folha de S.Paulo – 07/02/2011)

Professores universitários assinam Manifesto pela Legalização do Aborto

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amanhã (12), professores de diversos cursos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) estarão presentes em um ato de adesão à Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto – PE. O evento começa às 8h30, no Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, da UFPE. A organização do ato é da Frente Nacional de Pernambuco.

Na área sindical, a CUT-PE assinou a adesão à Frente Nacional, e outras representantes de sindicatos reafirmaram a importância deste compromisso, como a Central dos Trabalhadores (as) do Brasil (CTB), Sindicato dos Bancários, Fetape, o Sintepe, Sindurb, Sindsprev e Sindserpe.  a área da saúde, o Dr. Tiago Melo, secretário adjunto da Secretária de Saúde do Recife, o  Dr. Olímpio Moraes (UPE), a gerente de Atenção à Saúde da Mulher do Recife, Benita Spinelli, além de instituições como o CREMEPE aderiram a Frente. No meio artístico, o apresentador Roger de Renor, do Programa Sopa de Auditório, assinou a adesão à Frente. “Cabe a mulher decidir se quer ser mãe ou não, o corpo a pertence, e essa luta é de toda a sociedade”, comentou Roger durante a adesão.  Na política, assinou o manifesto a Coordenadora da Coordenadoria da Mulher do Recife, Juliana César.

Frente Nacional – é uma iniciativa dos movimentos feministas e de mulheres de diversos campos para ampliar o debate, atrair novos aliados (as) e pluralizar os argumentos em favor da autonomia reprodutiva das mulheres e o direito ao aborto legal e seguro no país.

Números – Dados do “Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro em Pernambuco: O Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde do Recife e Petrolina”, realizado, em 2008, pelo Grupo Curumim (PE), o CFEMEA DF) e IPAS (RJ), revelam que 250 mil internações de mulheres por complicações de abortos ilegais são registradas a cada ano no Brasil. Estima-se que em nosso país são realizadas cerca de 1.054.243 interrupções de uma gestação não planejada e não desejada, ao ano.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Fórum de Mulheres de Pernambuco

Ato no Recife marca o Dia de Luta pela Legalização do Aborto

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um ato para marcar o Dia de Luta pela Legalização do Aborto foi realizado, na manhã desta segunda-feira (28), no Centro do Recife, por representantes do movimento das Loucas de Pedra Lilás, do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Articulação de Mulheres Brasileiras. Com faixas, cartazes e alto-falante, além de interpretações que faziam referência à criminalização das mulheres, as manifestantes realizaram a ação no cruzamento da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista.

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