Marcha das Mulheres Negras

16 de novembro de 2015

A caravana de Pernambuco partiu hoje rumo a Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver .

Falta apenas 01 dia para marcharmos juntas e fazermos história.

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Caravana de Pernambuco

Rumo a Marcha das Mulheres Negras

29 de outubro de 2015

Estamos nos preparando para marcharmos juntas: Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver.

mesa feminismos

Meu Corpo – Me Pertence

29 de outubro de 2015

Estamos vivendo um período de extremo retrocesso social e político no estado brasileiro, resultado da composição do poder legislativo eleito nas últimas eleições, espaço onde o conservadorismo e o fundamentalismo impera ferozmente.

O retrocesso e a perda das conquistas e dos direitos adquiridos se faz presente na vida das mulheres, dos povos indígenas, da juventude negra, da religião das matrizes africanas, do público LGBTT e na vida de todo povo brasileiro quando vê ameaçada a democracia, conquistada através da brava resistência  de mulheres e homens que tinham como principal objetivo: a liberdade de expressão e o reconhecimento dos direitos. Ainda estamos dando os primeiros passos para alcançar este objetivo e nos deparamos com vozes que semeiam o retrocesso e a ignorância.

Dentre diversos absurdos demandados pelo congresso nos deparamos agora com o Projeto de Lei 5069/2013 que caso seja aprovado vai aumentar ainda mais o calvário físico, emocional e moral das mulheres vítimas da violência sexual. Salientando que vivemos num país que em cada 11 minutos uma de nós é estuprada.

Vamos reagir e fortalecer a luta para garantir os nosso direitos conquistados, estamos ficando mais fortes para juntas e organizadas lutarmos contra os opressores e agressores, porque nosso corpo, nosso afeto, nossas decisões e a nossa vida nos pertence.

Rumo a Marcha das Mulheres Negras

29 de outubro de 2015

Estamos em marcha preparatória para o dia 18 de novembro em Brasília.

A Cidadania Feminina integra o Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras de Pernambuco.

Fortalecendo as mulheres negras na luta pela eliminação do racismo:

Folder Seminario - A3

Meu Corpo – Meu Território

28 de setembro de 2015

(Católicas pelo Direito de Decidir, 28/09/2015) O projeto de lei (PL 5069/13) tem como objetivo tipificar como crime contra a vida o anúncio de meio abortivo e prevê pena de detenção para quem induzir a gestante à prática do aborto, agravada se o profissional for da área da saúde. O PL também revoga dispositivos da Lei 12.8045/13, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual, dificultando ainda mais o acesso das mulheres a essa política de saúde.

É espantoso verificarmos com que desrespeito a vida das mulheres é tratada pelo Parlamento do nosso país. Sob a argumentação de que organismos internacionais, desde a década de 70, têm fomentado o aborto no Brasil para a redução da natalidade, prática a ser coibida pelos nossos representantes legislativos, propõe-se uma legislação mais punitiva ao abortamento.

Na verdade, o que está posto é um completo desrespeito do Parlamento pela vida das mulheres brasileiras. O que está em discussão é a total falta de sensibilidade dos legisladores em relação as demandas sociais femininas. A completa falta de sintonia fica evidenciada através dos dados da Pesquisa IBOPE (Pesquisa IBOPE JOB 2105, novembro de 2010) que demonstrou que, para a população brasileira, quem deve decidir se uma mulher pode ou não interromper uma gravidez não planejada é a própria mulher (61%). As instituições representadas pelo poder judiciário (5%), igreja (3%) e o Congresso Nacional (1%) não obtiveram aval da sociedade para deliberar sobre essa questão.

A falta de diálogo do Parlamento com a sociedade civil organizada, que tem demonstrado através de diversos estudos e pesquisas que a interdição legal do aborto tem sido inócua, é que gera uma proposição legislativa desse tipo. Um projeto de lei cuja única eficácia será aumentar o número de abortamentos inseguros e de óbitos maternos ao dificultar o acolhimento das mulheres nos serviços de saúde para a interrupção da gravidez e o acesso a anticoncepção de emergência.

Gostaríamos de expressar nosso completo repúdio por essa proposição de lei que coloca a pauta da saúde das mulheres em segundo plano e privilegia a interdição e criminalização das mulheres e dos agentes de saúde, que deveriam ser seus guardiãs.

Nesse momento, em que o mundo se abre para a defesa dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, como direitos humanos, é uma vergonha que surjam propostas como estas em nosso Congresso Nacional.

Os cristãos estão sendo conclamados pelo Papa Francisco a apresentar, ao invés de uma postura condenatória, acolhimento e compaixão com as mulheres que abortam.

Entretanto, o Parlamento brasileiro demonstra sua total insensibilidade aos princípios mais elementares do respeito ao Outro e um completo desprezo pela vida das mulheres brasileiras.