Ato no Recife marca o Dia de Luta pela Legalização do Aborto

19 de outubro de 2009

Um ato para marcar o Dia de Luta pela Legalização do Aborto foi realizado, na manhã desta segunda-feira (28), no Centro do Recife, por representantes do movimento das Loucas de Pedra Lilás, do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Articulação de Mulheres Brasileiras. Com faixas, cartazes e alto-falante, além de interpretações que faziam referência à criminalização das mulheres, as manifestantes realizaram a ação no cruzamento da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista.

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Manifestação em defesa do aborto

29 de setembro de 2009

Representantes de movimentos sociais e feministas realizaram manifestação em defesa da legalização do aborto, ontem pela manhã, na esquina da Rua Sete de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife. Durante o protesto, o grupo de teatro Loucas da Pedra Lilás interpretou a discriminação que as mulheres sofrem desde a Idade Média. No local, houve panfletagem e recolhimento de assinaturas para serem entregues à Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. O ato marcou o Dia de Luta pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe.

De acordo com a coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Joana Santos, a intenção do ato foi incentivar o debate sobre a legalização do aborto. “Milhares de mulheres morrem todos os anos por se submeterem a abortos clandestinos. É preciso respeitar a decisão da mulher de querer ou não ser mãe”, disse.

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Excomunhão imposta por Dom José é desaprovada

28 de setembro de 2009

Seis meses após episódio, pesquisa mostra que 86% dos católicos foram contra o ato do ex-arcebispo de Olinda e Recife, que excomungou médicos e mãe de menina que abortou após sofrer abuso sexual.

SÃO PAULO – Seis meses depois de uma menina de 9 anos ser excomungada em Pernambuco por ter abortado os gêmeos que esperava do companheiro de sua mãe, que abusava da garota, uma pesquisa do Ibope encomendada pela ONG Católicas pelo Direito de Decidir mostra que 86% dos católicos discordam da decisão tomada pelo então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho. Na ocasião, ele excomungou a equipe médica e a mãe da criança.

O caso reacendeu uma velha polêmica no País. Embora médicos considerassem que a menina corria risco de morrer, o que tornou necessário o aborto, o arcebispo condenou a decisão argumentando tratar-se de um crime contra a vida humana. Inédita, a pesquisa que investigou a opinião dos brasileiros sobre os temas relacionados à Igreja Católica revelou ainda que 78% dos católicos declararam que a excomunhão de mulheres que recorrerem ao aborto não contribui para diminuir essa prática.

“Essa pesquisa mostra a grande defasagem que existe entre a realidade da maioria dos católicos e as normas oficiais da hierarquia da Igreja”, avalia a coordenadora da ONG, Maria José Rosado, que defende o aborto em qualquer circunstância. “As mulheres abortam não porque são contra a vida, mas porque são responsáveis pela vida. A pesquisa confirma o que já se sabia: as mulheres confiam na sua capacidade moral para tomar decisões éticas”.

Ainda sobre o caso da menina de Alagoinha, em Pernambuco, a pesquisa indicou que 86% dos católicos concordam com a afirmação feita, à época, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para quem “a lei é clara e garante o aborto, pois foi resultado de estupro e a menina corria risco de vida”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de julho com 2002 pessoas em 142 municípios. O estudo também aponta que 71% dos católicos avaliam que a atitude do arcebispo, ao tentar imepdir a realização do aborto da menina estuprada, e ainda condená-la moralmente diante da opinião pública, “foi considerada uma violência”.

“É uma criança que vivia um sofrimento enorme, vem de um estrato social de pobreza, convivendo com o abuso do companheiro de sua mãe. Quando depois disso tudo essa menina ainda é criticada moralmente, o que sobra para ela?”, indagou Maria José, que participa amanhã de eventos comemorativos ao dia a favor da luta pela discriminalização do aborto em toda a América Latina.

O estudo avaliou também o efeito da posição do Vaticano a respeito da decisão tomada pelo ex-arcebispo do Recife. Na ocasião, o Vaticano se pronunciou: “Antes de pensar na excomunhão, era necessário e urgente proteger a vida inocente da menina. Não era preciso tanta urgência e publicidadce ao declarar um fato que se realiza de maneira automática”.

Outro ponto analisado pela pesquisa foi o acordo firmado entre o Estado e a Igreja Católica, aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto último. Pelo acordo, por exemplo, a Igreja Católica compromete-se a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde e prisionais. O Estado brasileiro, por sua vez, reconhece à Igreja o direito de constituir e administrar seminários e outros institutos eclesiásticos de formação e cultura, criar e modificar instituições eclesiásticas como dioceses, prelazias.

A pesquisa mostra que 78% dos brasileiros são contrários ao acordo entre o governo e a Santa Sé. Desse universo, 46% pensam que o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião e 32% avaliam que esse tipo de acordo desrespeita os brasileiros de outras religiões.

Vídeo sobre o Ponto de Mídia Livre Cidadania Feminina

23 de setembro de 2009

O projeto Ponto de Mídia Livre – Mídia Advocacy – Cidadania Feminina, realiza nesta quarta-feira, (23), a primeira filmagem para elaboração do vídeo sobre a implementação do Ponto de Mídia Livre. A iniciativa é da ONG Cidadania Feminina, com produção do Mídia Lunar em parceria com o Ventilador Cultural. A gravação ocorrerá às 19h, na sede da organização, que fica no Córrego do Euclides, bairro do Recife. O projeto está capacitando mulheres jovens para fazer da comunicação comunitária, uma estratégia para garantir os direitos das mulheres. Neste primeiro momento, seis jovens participam de oficina de conhecimentos livres, como: o uso do software Linux, instalação de programas, utilização de atalhos, manuseio de editor de textos, imagens, vídeos e áudios. Já o conteúdo da segunda oficina incluiu interação dos conteúdos e atividades iniciais para estabelecer um contado direto por meio do manuseio dos computadores e o uso das ferramentas. No percurso, as jovens estarão aprendendo a usar o editor de aúdio Audacity, um programa livre e gratuito, para edição de áudio digital, que será o principal recurso a ser manuseado na produção do programa de rádio.

Primeiro Encontro sobre Literatura Lésbica de Pernambuco

17 de setembro de 2009

Hoje, dia 17 de setembro, a Editora Malagueta e a Livraria Cultura irão realizar o Primeiro Encontro sobre Literatura Lésbica de Pernambuco. O encontro faz parte da programação que antecede a 8ª Parada da Diversidade de Recife, que será dia 20 de setembro, na praia de Boa Viagem.

Estarão presentes no evento Renata Pimentel, professora de literatura das faculdades Fafire e Facho de Recife; Elisa Nóbrega, professora de história da Universidade Estadual da Paraíba com uma pesquisa super original sobre homofobia na literatura, no cinema e nas novelas; Karina Dias, uma autora carioca para lá de simpática, a próxima a ser publicada pela Malagueta; e Laura Bacellar, editora da pimenta literária. Nele também acontecerá o lançamento do livro Shangrilá, da recifense Marina Porteclis, que aborda questões como o preconceito, a família e a coragem de uma mulher homossexual ser quem ela é. A obra conta a vida de Mariana Villa-Real, moça valente e decidida da zona da mata alagoana que se envolve em um relacionamento amoroso com outra mulher e procura viver de forma íntegra e assumir com honestidade os sentimentos.

Confira o vídeo:

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