Casa da Mulher do Nordeste e Redes de Mulheres Produtoras lançam Campanha sobre Consumo Consciente e Solidário

12 de abril de 2011

“O que você consome é essencial para sua vida? – Mulheres organizadas por uma nova forma de consumo.” Esse é o mote da campanha que será lançada pela Casa da Mulher de Nordeste (CMN) na próxima terça-feira (12/04). A proposta é sensibilizar a sociedade para a urgência de serem adotadas práticas de Consumo Consciente e Solidário, modelo que se caracteriza pela escolha de cada pessoa sobre o que e como produzir, consumir e comprar, na perspectiva de uma vida saudável, socialmente justa e ambientalmente sustentável. A iniciativa conta com a parceria da Rede de Mulheres Produtoras do Recife e Região Metropolitana e da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú.

Para garantir o êxito da campanha, a CMN pretende envolver diferentes movimentos sociais e organizações parceiras que atuam com temáticas como feminismo, agroecologia, segurança alimentar e nutricional e economia solidária. Dessa forma, já na Mesa de Diálogo sobre o tema, que acontecerá durante o lançamento da campanha, estão convidadas representantes de articulações e redes nessas áreas. Na ocasião, estarão presentes, ainda, 100 representantes da Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste.

O foco principal da campanha é atingir as mulheres produtoras e os públicos com os quais elas se relacionam (consumidoras/ores diretas/os). No entanto, vai se tentar sensibilizar também a sociedade em geral, através de produtos como outdoor, outbus, panfletos, spots e programas de rádio, faixas, blog etc.

A campanha Consumo Consciente e Solidário integra um projeto mais amplo da Casa da Mulher do Nordeste, chamado TECENDO UM NORDESTE SOLIDÁRIO: Mulheres rurais e urbanas fortalecendo sua cidadania e autonomia econômica. Esse visa atingir, em dois anos, diretamente, 300 mulheres que vivem em situação de pobreza ou de risco, tanto da área urbana (100 mulheres da Região Metropolitana do Recife) como da rural (200 do Sertão do Pajeu), estimulando a capacidade produtiva desse publico, incidindo em políticas públicas e consolidando práticas de Economia Solidária. A iniciativa é patrocinada pela Petrobras, dentro do Programa Desenvolvimento & Cidadania, e pelo Governo Federal.

A campanha começa no dia 12 de abril, e a ideia é de que, durante os dois anos de projeto, ela seja trabalhada, principalmente, tendo as mulheres como agentes multiplicadoras dessa nova forma de consumo.

Fonte: Casa da Mulher do Nordeste

A semana na Cidadania

11 de abril de 2011

12.04 (terça-feira)

Reunião do Grupo das Idosas

O grupo de idosas se reúne duas vezes por mês para discutir sobre direitos, saúde, e sua vida na comunidade. Amanhã  a reunião começa às 14h, sempre aberto para novas integrantes.

16.04 (Sábado)

Jantar da Páscoa

A Cidadania Feminina prepara uma noite especial para as mulheres que fazem parte da comunidade do Córrego do Euclides, em comemoração à Páscoa. Além do delicioso jantar que começa às 19h, haverá um bate-papo sobre a vida das mulheres e sorteio de ovos de páscoa.

No massacre de Realengo (RJ), as meninas foram alvo de violência

8 de abril de 2011

Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas alerta, em denúncia pública,  para o crescente feminicídio no País

Há cerca de 15 dias a Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas  fez uma denúncia pública na qual alertava a população e autoridades brasileiras para os altos índices de assassinatos de mulheres no Brasil e suas semelhanças com o feminicídio – assassinato de mulheres por motivo de gênero. Nesta quinta feira, 7, o Brasil amanheceu estarrecido com o massacre  de 11 crianças (10 meninas e um menino) e outras 13  que ficaram feridas (10 meninas e três meninos), a maioria na faixa etária de 12 a 14 anos, vítimas de jovem com aparentes sinais de transtorno mental que agiu na Escola Municipal Tasso Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.

O número expressivo de meninas, mostrou a preferência do alvo do atirador,  comportamento revelador de uma sociedade com um legado patriacal, sexista, racista e homofóbico. Uma vez que a semana, além do Massacre do Realengo, chega ao seu final com a revelação nas páginas policiais do assassinado  da estudante Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, na Cidade de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul  – um dos estados com maior índice de mortes de mulheres – O crime, para a polícia, teve motivação homofóbica.

Frente a esses casos a Campanha, alerta que o Brasil, como signatário dos documentos internacionais de direitos humanos das mulheres e tendo uma avançada legislação nacional a ser cumprida neste e no campo dos direitos de crianças e adolescentes, não pode calar-se e omitir-se.  Alerta também para a tomada de posição dos agentes de estado, para a necessidade de investimentos públicos no atendimento as mulheres e a efetiva implementação de seus direitos humanos.

A petição on line da Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres aponta informações recentemente divulgadas pelo Instituto Zangari, a partir de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), revela que entre os anos de 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio. As taxas de assassinatos femininos no Brasil colocam o país no 12º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres. O estudo mostra  ainda que algumas cidades brasileiras registram índices mais altos.  Assine a  Petição Pública acesse: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N8090

Fonte: Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Porto Alegre.

Supremo mantém texto da Lei Maria da Penha

25 de março de 2011

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) definiram nesta quinta-feira (24), por unanimidade, que a Lei Maria da Penha está de acordo com a Constituição, ao proibir o benefício de suspensão de pena em casos de agressões leves. A lei que pune crimes contra as mulheres está em vigor desde 2006.

A decisão foi tomada no julgamento do recurso apresentado por Cedenir Balbe Bertolini, condenado a prestar serviços à comunidade por ter dado empurrões em sua companheira. Ele pedia ao STF o direito de suspender a pena, contra o artigo da Lei Maria da Penha que impede esse benefício.

De acordo com a legislação de processo criminal, no caso de pena mínima de um ano é possível pedir suspensão do processo. Mas a Lei Maria da Penha impede a concessão desse benefício aos agressores de mulheres.

No julgamento, a sub-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, defendeu a legalidade da lei que pune os crimes contra as mulheres. “Considerando que vivemos numa sociedade marcadamente patriarcal, ao tratar igualmente homens e mulheres numa situação de violência doméstica incidíramos em um preconceito”, disse a sub-procuradora.

Na decisão unânime, todos os ministros do STF lembraram da desigualdade que marca os casos de violência contra mulheres. “[A lei], além de constitucional, é extremamente necessária porque é no seio da família que infelizmente se dá as maiores violências e as maiores atrocidade”, afirmou o ministro Dias Toffoli.

“Todas as vezes que uma de nós é atingida, todas as mulheres do mundo são. É a autoestima que vai abaixo. É esta mulher que não tem mais condições de cumprir seu papel com dignidade e estamos falando da dignidade humana”, declarou a ministra Cármen Lúcia.

A ministra da Secretaria de Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, acompanhou o julgamento. “Eu estou duplamente satisfeita em primeiro, porque tenho acompanhado situação de violência como ministra das mulheres. Segundo porque fui relatora da Lei Maria da penha”, afirmou.

Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1109327&tit=Supremo-mantem-texto-da-Lei-Maria-da-Penha

Vídeo-debate discute as Mulheres Negras e o Mundo do Trabalho

24 de março de 2011

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a ONG Cidadania Feminina realiza amanhã (25) um vídeo-debate sobre a mulher negra e o mercado de trabalho. O documentário foi lançado em 2009 pela ONG Cidadania Feminina, e retrata a vida de mulheres em seis comunidades do Recife, e faz uma análise da relação com o mundo do trabalho em uma sociedade racista. O debate conta com a presença da Secretaria da Mulher da Prefeitura do Recife e uma representante da ONG Casa da Mulher do Nordeste.  O evento começa às 16h, na sede da Cidadania Feminina, zona norte do Recife.