Dia da Visibilidade Lésbica

29 de agosto de 2014

Vinte e nove de agosto é uma data importante para o movimento LGBT em geral, e para lésbicas em particular. O motivo é a celebração do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

Em 29 de agosto de 1999, começou o I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro. Foi um fato inédito: era a primeira vez que as lésbicas, cerca de 100, reuniram-se para debater questões específicas.

O nome visibilidade tem uma razão de ser. A proposta é lutar para que as questões lésbicas e até elas próprias consigam espaço na sociedade para serem vistas e se coloquem como protagonistas de sua bandeira.

Lei Maria da Penha Avanços e Desafios

28 de agosto de 2014

Conquistamos a tipificação da violência doméstica contra as mulheres há exatamente oito anos, através da Lei nº11.340/06 – Lei Maria da Penha.

Os avanços que se consolidam a cada ampliação do reconhecimento das diversas nuanças que se desdobram a partir das sequelas deixadas por uma agressão, que se perpetuam para além das marcas físicas e emocionais. Precisamos valorizar e consolidar cada vez a conquista de termos o reconhecimento político de uma luta histórica do movimento de mulheres.

O que diz a Lei Maria da Penha A lei define a violência psicológica como qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher. Ou, ainda, que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.  Quanto à violência moral, ela é entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Abrangência – A Lei Maria da Penha abrange todas as relações íntimas de afeto, sejam unidas por laços naturais ou formais, como marido-esposa, companheira-companheira, irmãos, pai-filha, mãe-filha, filha-mãe. Além disso, a Lei também protege os casos de parentesco por afinidade (cunhada, sogra), sem que necessariamente convivam sob o mesmo teto. Ao mesmo tempo, a proteção se estende às pessoas que vivem no âmbito da unidade doméstica, ou seja, sob o mesmo teto, sem que sejam parentes (por exemplo, a empregada doméstica).

Subnotificação – Atos físicos de violência são mais facilmente reconhecidos, enquadrados, punidos e repudiados pela sociedade em geral. As situações de violência psicológica e moral, ainda que causem danos graves à saúde das mulheres, são mais toleradas e mais passíveis de subnotificação. São diversas as circunstâncias que pressionam pelo “silenciamento” de tais atos, fazendo com que a lei não seja aplicada ou que a mulher nem mesmo chegue a procurar ajuda.
O Silêncio é cumplice da violência. Denuncie.

 

A Ação do Apitaço – Mulheres Enfrentando a Violência será desenvolvida em toda Região Nordeste

5 de agosto de 2014

Anunciamos com enorme satisfação, que estaremos executando o projeto do Apitaço nos estados da região nordeste, contribuindo com o  fortalecimento das mulheres para o enfrentamento da violência, através de uma ação coletiva, tendo o apito como instrumento de luta, alerta e referência.

O Projeto será executado através do apoio do Instituto Avon e o ELAS – Fundo de Investimento Social que se uniram para realizar a primeira seleção nacional de projetos a serem apoiados financeiramente com recursos do Fundo Fale sem Medo, contando com o apoio institucional da ONU Mulheres Brasil e estratégico da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Juntas Somos Fortes e Vamos Mudar o Mundo.

Perfil das Participantes do Encontro das Mulheres da Zona Norte

31 de julho de 2014

O diálogo sobre o perfil das mulheres da zona norte foi realizado ontem, contando com a participação de Betânia Ávila (educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia) relacionando o resultado com o trabalho das mulheres. Piedade Marques (integrante da coordenação da Marcha das Mulheres Negras) dialogando sobre o racismo e a construção da Marcha das Mulheres Negras em Pernambuco. Liliana Barros (educadora social da Cidadania Feminina) destacando o resultado  do perfil com a importância da organização das mulheres.

Apesar dos transtornos ocasionados pela falta dos ônibus (greve das(os) motoristas e cobradoras(es)) estiveram presentes diversas representações das organizações de mulheres.

O Encontro das  Mulheres da Zona Norte aconteceu no dia 29 de novembro de 2013, estiveram presentes 276 participantes. Foi um dia de participação ativa, com muita informação, conversa, celebração e afirmação política com a criação da Articulação das Mulheres de Bairro

Durante o Encontro 150 mulheres responderam um questionário, que subsidiou a criação de um perfil das participantes em relação ao autoconhecimento e ao nosso lugar no mundo do trabalho. Deste total, foram apurados 120 questionários por terem sido respondidos na íntegra.

 

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Perfil Mulheres da Zona Norte

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Comercialização do trabalho das mulheres

 

 Perfil das Mulheres que Participaram do Encontro das Mulheres da Zona Norte

Raça/cor – As não-brancas foram maioria (75,3%) no Encontro, apesar de terem se identificado como negra apenas (27,5%), as demais utilizaram outras denominações como: parda, morena e mestiça.

Não responderam este item (2%)

Faixa etária – As idades foram divididas por intervalos, a maior participação foram das mulheres com  mais de 65 anos (35%), com idade entre 46 a 55 anos (24%), idade entre 30 a 45 anos (22%), com 56 a 65 anos (10%). A participação jovem foi pouca (9%).

Orientação sexual – Por quem as mulheres têm desejo sexual ou se relaciona sexualmente, a maioria se identificou como heterossexual (62,5%) – mulher que têm relação afetiva e sexual com homens, as mulheres bissexuais (5%) – mulher que têm relação afetiva e sexual com  mulher e com homem, as lésbicas (3,5%) -  mulher que tem relação afetiva e sexual com outra mulher.

Não responderam este item (29%)

Trabalho remunerado – A maioriadas mulheres não trabalham (60%), as que trabalham  (27,5%) e as aposentadas (11%).

Não responderam este item (1,5%)

As mulheres ainda estão no mundo do trabalho, gerando renda na informalidade ou realizando o trabalho doméstico em suas residências (precarizado, invisibilizado e  sem gerar renda).

Participa de alguma organização – A maioria das mulheres participa de alguma organização social de bairro (86%), as que não participam de nenhuma organização (12%).

Não responderam este item (2%)

Conhece o Fórum de Mulheres de Pernambuco – A maioria das mulheres conhece (64%), quem não conhece corresponde a (32,5%)

Não responderam este item (2%)

 

 Rumo a Marcha das Mulheres Negras –

Contra o racismo, a violência e pelo bem viver/2015

 

 

 

 

 

 

 

 

25 de Julho – Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

25 de julho de 2014

No primeiro encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em 25 de julho de 1992, em Santo Domingo, capital da República Dominicana, ficou instituído o dia internacional de resistência e luta da mulher negra por direitos e contra o racismo. A Cidadania Feminina estará realizando amanhã, a partir das 9:30 horas, um café político para dialogar sobre a importância de criar e visibilizar as políticas públicas para as mulheres negras. No dia 30 de julho, a partir das 14 horas, no SOS Corpo, será o lançamento do perfil das mulheres que participaram do Encontro das Mulheres de Bairro, realizado em novembro/2013.

Rumo a Marcha das Mulheres Negras

Contra o Racismo, a violência, Pelo Bem Viver

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Julho das Pretas