Histórico

A Cidadania Feminina nasceu no ano de 2001 na comunidade do Córrego do Euclides, na cidade do Recife/Pernambuco. No início eram algumas mulheres que se encontravam nos sábados a noite para conversar sobre assuntos diversos. O número de mulheres foi crescendo e os encontros começaram a acontecer numa sala da Escola Municipal do Córrego do Euclides.

Uma das participantes cedeu uma casa que estava abandonada para que fosse transformada numa sede para a organização que se fortalecia. Homens e mulheres da comunidade contribuíram com a reforma do espaço e traziam cadeiras, copos, bancos, etc. Nascendo o “Grupo de Mulheres Cidadania Feminina”. Através do apoio da parceria com o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia e o apoio da Fundação Ford conseguimos comprar uma casa na comunidade e com o apoio do Consulado Alemão reformar e qualificar o espaço. Nossa sede própria fica localizada na rua Amoz, 120 Córrego do Euclides/Alto José Bonifácio.

A Cidadania Feminina é uma organização de mulheres negras que tem a missão de defender os direitos humanos das mulheres, lutando para o seu fortalecimento e autonomia.  Temos como eixo de atuação: o enfrentamento da violência contra a mulher e a valorização da identidade negra.

A organização integra o Fórum de Mulheres de Pernambuco, Articulação de Mulheres Brasileira, Marcha Mundial de Mulheres, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – COMDICA, Articulação Negra de Pernambuco, Conselho Municipal da Mulher, Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselho da Cidade do Recife

Ao longo da nossa trajetória, tivemos o nosso trabalho reconhecido através das diversas homenagens:

- Jornal o Globo/2007 – Fazendo  a Diferença, categoria país, pela ação do Apitaço – O apito é utilizado como instrumento de alerta quando uma mulher está em situação de violência.

- Escola Municipal do Córrego do Euclides – Maior atuação na comunidade do Córrego do Euclides/Alto José Bonifácio/ 2007.

- Reconhecimento pelas ações realizadas durante a comemoração dos 15 anos do Afro Reage/2008.

- Ponto de Mídia Livre do Ministério da Cultura/2009.

- Reconhecimento da Câmara Municipal do Recife/2011.

- Prêmio João Canuto de Direitos Humanos/2012

- Prêmio Usina do Trabalho do Consulado da Mulher/2013

- Prêmio Lélia Gonzalez – Protagonismo das Mulheres Negras, da SEPPIR e SPM/2014