O aborto dos homens

A calamidade pública nacional e internacional provocada pelo mosquisto aedes aegypti mais uma vez atinge diretamente as mulheres, em especial as jovens, negras e pobres, por serem as mais infectadas pela epidemia da dengue, zica, chicungunha, suas sequelas e consequências.

Pernambuco é o estado com maior número de notificações de bebês com microcefalia, paralelamente vem aumento o número de homens que abandonam as mães das/os bebês, muitas vezes inclusive ainda durante a gestação. Os homens se escondem atrás da mascara perversa do machismo para praticar o abortamento “legal”, quando abandonam ou  bonificam as mulheres com uma parte minuscula dos seus salários através de uma ordem judicial ou pelo seu “coração muito bondoso”. Restando para as mulheres um fardo penoso e solitário.

O Supremo Tribunal Federal e as autoridades brasileiras precisam rever as nossas Leis ainda arcaicas, machistas, patriarcais e racistas. As mulheres não podem ser punidas por uma negligência pública. É preciso garantir a decisão da prática do aborto para todas as mulheres, e não só às que têm acesso a serviços de saúde ou podem pagar um aborto ilegal. Até quando a pratica do aborto pelos homens será legitimada pela sociedade ao mesmo tempo em que é criminalizada a autonomia do corpo para as mulheres?

Cidadania Feminina

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