A ausência das políticas públicas contribui com o assassinato das mulheres

O estado de Pernambuco está de luto, somente neste mês de junho nove mulheres foram assassinadas, número atualizado até sexta-feira (26). No período de janeiro a maio de 2015, o número subiu para 109 e é maior que os 103 registrados na mesma época de 2014 (dados do governo do estado). A maioria dos crimes tem motivação passional e os autores são companheiros ou familiares com histórico de agressões. A violência e os assassinatos acontecem unicamente pelo fato de serem mulheres.

Apesar dos avanços conquistados através da promulgação da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, para sua efetivação é necessário um trabalho em rede envolvendo os poderes públicos municipais, estaduais e a sociedade. Infelizmente no estado de Pernambuco acontece o contrário, vivenciamos uma inércia e ausência das políticas públicas para as mulheres.

A falta da implementação de ações efetivas, da divulgação dos serviços de atendimento e de diálogo com as mulheres e as organizações sociais, fortalecem a desinformação, o medo, o machismo e o patriarcado. A situação atual das políticas públicas no estado de Pernambuco está trazendo consequências danosas e perversas para as mulheres.

A execução do projeto Apitaço nas regiões do agreste e do sertão nos nove estados do nordeste, nos fez concretamente perceber que a luta contra a violência sofrida pelas mulheres ainda é muito longa e árdua. Também nos fortaleceu na certeza de que juntas somos fortes e vamos Apitar até a violência acabar.

Liliana Barros

Educadora Social

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