Meu corpo, meu território

O presidente da Câmara d@s Deputad@s representa o retrocesso absoluto na luta pelo autonomia do nosso corpo. Exigimos respeito com as milhares de mulheres que morrem anulmente, vitimas do preconceito e do fundamentalismo.

Nota da organização Católicas pelos Direitos de Decidir:

“As mulheres merecem ter seus direitos respeitados e para isso é necessário que suas demandas estejam na pauta do Legislativo”.

 

A nota também afirma que o presidente da Câmara deveria procurar compreender os diferentes interesses da sociedade, em vez de ser apenas o porta-voz dele mesmo. “O que ele trata como chiste, acreditamos que embriagado pelo ambiente carnavalesco desses dias, para nós do movimento de mulheres é uma questão muito séria”, diz o texto. “Gostaríamos que o digníssimo parlamentar soubesse que não queremos mais cadáveres.”

 

Segundo a organização não governamental, a não legalização do aborto provoca milhares de vítimas por ano. “Cadáveres temos aos milhares para contabilizar”, diz. “Cadáveres de mulheres que foram vítimas da falta de assistência do Estado. Mulheres que, quando optaram por interromper uma gravidez, tiveram que se submeter a um aborto inseguro sem as mínimas condições de segurança, de saúde e social. Mulheres que pelos mais variados motivos, fazendo uso de seu direito de decidir, optaram por interromper uma gravidez.”

 

A nota também afirma que os problemas decorrentes do aborto atingem principalmente as mulheres mais pobres: “Mulheres pobres e negras que, sem terem condições financeiras para fazer o procedimento sem risco, acabam se submetendo a práticas inseguras e muitas vezes chegam a óbito.”

Continuamos na luta pela liberdade do nosso corpo e da nossa vida. (Mulheres da Cidadania Feminina)

 

 

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