Arquivo de maio de 2011

Pesquisa Mulheres brasileiras nos espaços público e privado 2010

terça-feira, 17 de maio de 2011

A pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, por meio de seu Núcleo de Opinião Pública, e em parceria com o SESC, apresenta a evolução do pensamento e do papel das mulheres brasileiras na sociedade. Entre os temas abordados no estudo estão: Percepção de Ser Mulher:Feminismo e Machismo; Divisão Sexual do Trabalho e Tempo Livre; Corpo, Mídia e Sexualidade; Saúde Reprodutiva e Aborto; Violência Doméstica e Democracia, Mulher e Política.

A introdução do recorte de gênero é a grande inovação deste estudo que desta vez ouviu mulheres e homens sobre a situação da mulher brasileira. Os resultados podem ser comparados aos do estudo realizado pela FPA em 2001. Essa comparação aponta melhorias na situação da mulher, mas também comprova que há um longo caminho a percorrer na valorização e na inserção da mulher na sociedade.

A pesquisa foi realizada em agosto de 2010 e ouviu a opinião de 2.365 mulheres e 1.181 homens, com mais de 15 anos de idade, de 25 unidades da federação, cobrindo as áreas urbanas e rurais de todas as macrorregiões do país. O levantamento envolve a inclusão de 176 municípios na amostra feminina e 104 na masculina. A margem de erro da pesquisa é entre 2 e 4 pontos percentuais para mulheres e entre 3 e 4 pontos para os homens, em ambos o intervalo de confiança é de 95%.

Entre os temas abordados, a violência é o que chama mais atenção na comparação com a pesquisa anterior. Com relação à violência doméstica, em 2001, foram 12 modalidades abordadas; em 2010, foram 20. O tema Aborto foi mais aprofundado, entre os dados, estão os motivos que levaram muitas mulheres a terem abortado, como a falta de condições econômicas para ter um (ou mais de um) filho e a falta de uma relação estável e apoio do homem de quem engravidaram.

Seminários e livro

A pesquisa será divulgada por meio de seminários presenciais e da publicação de livro com análises sobre dos resultados. Estão programados 10 seminários a serem realizados em dez capitais, contemplando todas as regiões brasileiras, entre os meses de abril e junho. O livro apresentará um extrato dos resultados e análises de especialistas, seguindo sistemática adotada nas demais pesquisas realizadas pela FPA – Juventude, Racismo, Homofobia e Mulheres. A FPA e o SESC estimam que a publicação seja viabilizada em 2011.

Para baixar a pesquisa completa : http://www.fpabramo.org.br/sites/default/files/pesquisaintegra.pdf

Fonte: http://www.fpabramo.org.br

Curso on line: Trajetória das mulheres negras na história do Brasil

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma história pode ser contada por meio de diversas versões. Na versão “oficial” da história do Brasil a trajetória das mulheres negras é pouco evidenciada, contudo, este curso apresentará uma cronologia de alguns períodos da história política brasileira com enfoque na trajetória das mulheres negras.

O curso acontecerá na plataforma de educação à distância Moodle e contará com recursos interativos de vídeos, chat e fóruns de debates que permitem a troca de conhecimento e um rico diálogo sobre a realidade da mulher negra e a sua produção intelectual.

O curso está dividido em oito módulos, sendo que os sete primeiros farão referência a um período histórico brasileiro e o oitavo será uma web-conferência. Em cada módulo haverá textos e atividades que deverão ser realizadas no prazo de até quatro dias. Os textos serão descritivos e informativos. Cada turma contará com no máximo 60 participantes e será acompanhada por uma tutora (ou tutor).

INSCREVA-SE no site http://odunead.com.br/

Trajetória das mulheres negras na história do Brasil

Conteúdo programático

Módulo I

Contando o conto sem retirar um ponto: a mulher africana e a colonização brasileira

Módulo II

Independência sem morte? A mulher negra e a luta pela liberdade no Brasil Imperial

Módulo III

Áurea das Yayás: a mulher negra no pós-abolição

Módulo IV

Talhando o leite sem queimar o café: a mulher negra e a identidade nacional

Módulo V

Engrossando o caldo: movimentos de mulheres negras no pós-ditadura militar

Módulo VI

Existir para resistir: rumos apontados pelo feminismo negro

Módulo VII

Orgulho para ancestralidade: panorama contemporâneo das mulheres negras

Módulo VIII

Web-conferência com Dra. Sueli Carneiro

Tema: História de resistência: construção de novos caminhos estratégicos para avanços práticos

Roda de debates discute sobre o movimento negro na AESO

terça-feira, 10 de maio de 2011

Acontece no dia 13 de maio no auditório das Faculdades Integradas Barros Melo (AESO) e no dia 14 de maio no Museu da Abolição, o evento 13 de Maio em Pauta, cuja temática será sobre o racismo, a desigualdade social e as políticas públicas relacionadas à esse tema. Esse debate havia sido definido pelas reuniões realizadas e pelo relatório da Comissão Própria Avaliadora de 2010, cuja necessidade era a de estabelecer mais programas de extensão na Barros Melo e de existir uma maior integração com a sociedade vizinha.

O debate ocorre em uma série de mesas, envolvendo os professores da faculdade, alunos e convidados como, por exemplo, atores comunitários e sociais (da MNU e da CUFA) para participar do evento. O evento é de grande interesse para as disciplinas de Antropologia Visual, Antropologia, Sociologia, Cidadania e Responsabilidade Social, entre outras. Além de ser um tema útil para todos os curso da faculdade e para convidados de fora.

O objetivo do evento é ouvir dos representantes do movimento negro de Pernambuco, as suas experiências e lutas, dando voz aos representantes do poder público do Estado, professores universitários e alunos sobre o tema, chamado atenção para os desafios de inclusão social da população negra no país. Através desse evento, procuramos reestabelecer uma cultura de eventos e palestras na faculdade, bem como criar parcerias permanentes com os representantes dos movimentos sociais presentes (CUFA e MNU).

Antes de cada conjunto de palestras haverá a apresentação de trabalhos de alunos sobre os temas a serem discutidos.

Programação:

13/05/2011 – AESO/Barros Melo

10h00 – Abertura – Matthew O Connor
O professor das Faculdades Integradas Barros Melo nos cursos de Direito, Administração e Comunicação Social. Possui graduação em BA Latin America Studies pela Universidade de Liverpool (2001) e mestrado em MSc Development Studies pela Universidade de London (2005).

10h30 – Apresentação de trabalhos selecionados de alunos

11h-12h – Mesa 1 – História do Movimento Negro e Políticas Afirmativas

José de Oliveira
Acadêmico de Administração de Empresas, coordenador da Brigada Zumbi dos Palmares, Membro da Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PT/PE e ex-coordenador do Movimento Negro Unificado – MNU/PE

Marcos Aurélio Farias da Silva
Promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco e participante do grupo de trabalho Racismo, nessa instituição

Palestra: Empoderamento Holístico

14h30 – Apresentação de trabalhos selecionados de alunos

14h30-15h30 – Mesa 2 – Religiosidade Afro-Descendente e Quilombolas

Manoel Papai
Presidente da Associação de Babalorixás e Yalorixas dos Cultos Afro-Brasileiros do Estado de Pernambuco

Lúcia Helena Barbosa Guerra
Graduada em Ciências Sociais e Mestre em Antropologia pela UFRPE. Pesquisadora do NERP – Núcleo de Estudos das Religiões Populares, com experiência como tutora nos cursos de extensão GDE – Gênero e Diversidade na Escola e EDH – Educação em Direitos Humanos oferecidos em parceria pela CEAD/UFPE e UAB – Universidade Aberta do Brasil.

Palestra: Nação Xambá – O processo de transformação do terreiro em quilombo.

15h30 – Apresentação de trabalhos selecionados de alunos

16h-17h – Mesa 3 – A lei 10.639 e sua importância para a cultura, educação e mídia

Altamiza Melo
Ativista social do movimento social negro, trabalha há 6 anos com arte educação no resgate e na promoção de manifestantes de caráter artístico, cultural, educacional, social e político. Integra o conselho consultivo do Instituto Hispano Luso Brasileiro, é tesoureira da ACE – Associação de Cultura e Esporte Jovem de Francisco Morato. É integrante do Movimento Negro Unificado- MNU, Fórum Estadual de Juventude Negra- FONAJUNE e membro da Coordenação Estadual da CUFA-PE.

Ester Monteiro de Souza
Graduada em Licenciatura Plena em História pela UFRPE. Pós-graduada em História de Pernambuco pela UFPE. Mestra em Antropologia pela UFPE. Atualmente é funcionária do SINTEPE – Sindicado dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco/Secretaria de Formação Política Sindical e Assuntos Educacionais.

Canibal
Músico da banda Devotos, produtor cultural e ativista social.

Palestra: Aplicação da Lei 10.639 e sua importância na cultura, educação e mídia.

17h-17h45 – Encerramento do primeiro dia com o Combo Percussivo
Formado em 2007, no bairro de Peixinhos pelo percussionista Gilmar Bola 8, da Nação Zumbi, o Combo Percussivo de Olinda agrega pessoas da comunidade do entorno do Nascedouro de Peixinhos.

14/05/2011 – Museu da Abolição

10h:00 – Roda de Conversa

Fabiana de Lima Sales
Bacharel em Turismo pela UFPE e mestre em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul. Atua como docente na Faculdade Integrada de Pernambuco (FACIPE) e técnica em Assuntos Educacionais no Museu da Abolição/IBRAM/MinC. Responde como diretora interina do Museu da Abolição.

Adolfo Nobre
Museólogo e idealizador da “Exposição em Processo”, em cartaz no Museu da Abolição.

Nicole Cosh
Coordenadora dos Cursos de Bacharelado em Artes Plásticas e Bacharelado em Fotografia das Faculdades Integradas Barros Melo. Atuou como arte-educadora em instituições museais no Recife. De 2008 a 2010 realizou consultoria educativa para a Fundação Roberto Marinho, em programas de formação de professores.

Os alunos participantes recebem carga horaria de 12 horas-aula de atividade complementar ao participar do evento. Os convidados de fora receberão certificados pela presença e os palestrantes receberão certificados entregues no dia do evento. Serão oito horas no primeiro dia e quatro horas para a visita técnica. As inscrições estão disponíveis pelo site e é aberta ao público.

Serviço:
Seminário “13 de Maio em Pauta”
Data: 13 de maio e 14 de maio
Horário: 09h30 às 17h00
Local: 13/05 na Aeso – Barros Melo e 14/05 no Museu da Abolição
Valor: Gratuito

Fonte: www.barrosmelo.edu.br

Revista médica britânica lança série avaliando saúde pública brasileira

terça-feira, 10 de maio de 2011

“The Lancet” está entre as publicações mais influentes no mundo no setor.
Textos analisam sucessos e fracassos desde a criação do SUS, em 1988.

A revista médica britânica “The Lancet”, uma das mais influentes do mundo, publicou nesta segunda-feira (9) uma série de artigos sobre a situação da saúde pública no Brasil. Na avaliação dos pesquisadores, o país deu passos importantes desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, e houve melhoras significativas neste período.

O documento é “uma ampla revisão sobre a saúde e a assistência médica de nossa população”, preparado por uma equipe de 29 especialistas em saúde pública, e destaca sucessos e fracassos das políticas implementadas.

Os estudos avaliaram a saúde pública brasileira por cinco aspectos: sistema de saúde, saúde das mães e das crianças, doenças infectocontagiosas, doenças crônicas não transmissíveis e violência e lesões físicas.

Entre os destaques positivos, os médicos mostram que o país reduziu significativamente a mortalidade causada pela doença de Chagas, pela esquistossomose, pela diarreia infantil e pela Aids. A vacinação funciona bem e, segundo Victora, o Brasil é um “exemplo” nessa área. Houve progresso significativo em relação à maioria dos aspectos citados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, documento das Nações Unidas.

Por outro lado, a dengue e a leishmaniose visceral foram consideradas fora de controle. A saúde das mães também é uma preocupação, pois há muitos abortos ilegais e os partos são “hipermedicalizados” – metade é de cesarianas. O avanço da obesidade e das doenças relacionadas a ela também foram citados, assim como o alto número de mortes violentas, seja por crimes ou por acidentes.

Por fim, os autores sugerem uma série de ações ao governo, aos trabalhadores de saúde, ao setor privado, às universidades e outras instituições de pesquisa e formação e à sociedade civil, como formas de melhorar a saúde pública nacional. “O desafio é, em última análise, político e requer a participação ativa da sociedade, na perspectiva de assegurar o direito à saúde para toda a população brasileira”, diz o texto.

Fonte: Do G1.

Por unanimidade, Supremo reconhece união estável de homossexuais

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Foram analisados dois pedidos no julgamento: um deles do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que funcionários públicos homossexuais estendam benefícios a seus parceiros, e o outro da Procuradoria-Geral da República (PGR), para admitir casais gays como “entidade familiar”. A decisão do Supremo terá efeito vinculante, ou seja, será aplicada em outros tribunais para casos semelhantes.Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (5) reconhecer as uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e inclusão em planos de saúde. A decisão pode ainda facilitar a adoção, por exemplo.

Na sessão de hoje não votou apenas o ministro José Antônio Dias Tóffoli, que se declarou impedido de participar, já que atuou no processo quando era da Advocacia-Geral da União. O ministro Carlos Ayres Britto foi o relator, acompanhado pelos demais colegas para definir a vitória dos movimentos homossexuais.

O julgamento começou na quarta-feira (4), quando falaram o relator e cinco defensores da iniciativa, além de dois adversários –um deles representante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Os ministros, no entanto, evitaram listar todos os benefícios que os casais gays passariam a receber.

Fonte: Do UOL Notícias