Arquivo de julho de 2010

[Artigo] A brutalidade não é constitutiva da natureza masculina, mas um dispositivo de uma sociedade que reduz as mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e “patrimônio do Flamengo”, nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em uníssono o seu nome após uma partida de futebol. O urro agora é de “assassino”.

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Agenda Lilás – Julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

20.07 - Reunião das Idosas, às 15h, na sede da Cidadania Feminina.

23.07 - A Cidadania Feminina recebe a ONG feminista Casa da Mulher do Nordeste para o cadastro das mulheres no projeto da ActionAids para participar das Oficinas de Lazer. As mulheres também poderão fazer sua inscrição no dia 30 de julho, a partir das 14h.

24.07 – Reunião das Mulheres, às 19h, na sede da Cidadania Feminina.

25.07 – Comemorações do Dia da Mulher Negra, latino-Americana e Caribenha. Neste dia o Cidadania Feminina faz um café da manhã com as mulheres da comunidade, e uma conversa sobre a vivência das mulheres negras. Esta conversa terá a presença da Secretária da Mulher do Recife, Rejane Pereira. O evento começa às 9h, na sede da instituição.

Dez mulheres são mortas por dia no País

domingo, 4 de julho de 2010

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil, média que fica acima do padrão internacional. A motivação geralmente é passional. Estes são alguns dos resultados do estudo intitulado Mapa da Violência no Brasil 2010, realizado pelo Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS).

“Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional”, diz a reportagem publicado por O Estado de S. Paulo.

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