50 anos da pílula anticoncepcional é tema de debate nesta terça-feira

Nesta terça-feira (04) a Cidadania Feminina realiza uma roda de diálogo sobre os 50 anos da pílula anticoncepcional, a partir das 15h, na sede da instituição. Para contribuir com a discussão a Cidadania recebe a Secretária Especial da Mulher da Prefeitura do Recife, Rejane Pereira, e uma representante do Fórum de Mulheres de Pernambuco.

Os pesquisadores que desenvolveram o medicamento buscavam um anticoncepcional seguro, barato e que pudesse ser engolido facilmente. Com certeza não imaginavam o sucesso que a pílula alcançaria. Hoje, o comprimido que permitiu à mulher decidir quando engravidar e causou uma revolução nos costumes sociais e sexuais da época é um método contraceptivo usado por cerca de 100 milhões de mulheres ao redor do mundo. Em 1960 a taxa nacional era de 6 filhos por mulher, e hoje chega a 2 filhos.

Apesar das cinco décadas de existência, os desafios ainda são muitos, é comum existirem dúvidas sobre o uso correto do contraceptivo. Para o movimento feminista está é uma bandeira que ainda enfrenta grandes obstáculos, e que envolve os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

História - A primeira marca de pílula anticoncepcional, batizada de Enovid, ganhou as prateleiras das farmácias americanas em 1957, mas com uma função bem mais prosaica do que evitar a gravidez: era vendida como um regulador da menstruação. Antes que a farmacêutica Searle & Company obtivesse a aprovação das autoridades de saúde para comercializar o Enovid como contraceptivo – o que só ocorreu em maio de 1960 – cerca de 500 mil americanas já faziam uso do medicamento, certamente cientes de suas propriedades anticoncepcionais.

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